Existe um tabu imenso em torno do termo “Cuidados Paliativos”. Para muitos, ele soa como uma sentença de desistência. Mas, como geriatra apaixonada por histórias de vida, posso afirmar: cuidados paliativos não são sobre morrer, são sobre como você quer viver.
O foco aqui não é a doença, mas a pessoa que vive com ela. Entendemos que quando uma condição crônica ou grave surge, o sofrimento pode ser físico, emocional ou espiritual. Os cuidados paliativos entram em cena para:
- Aliviar a dor e o desconforto: Garantir que o paciente não sofra com sintomas que podem ser controlados pela medicina.
- Trazer clareza e comunicação: Ajudar a família a entender o cenário e tomar decisões baseadas nos valores e desejos do paciente.
- Oferecer suporte à família: O cuidado se estende a quem cuida, oferecendo amparo e orientações.
Dizer que “não há mais o que ser feito” é um erro. Sempre há muito a ser feito pelo conforto, pela dignidade e pelo respeito à biografia de alguém. Cuidados paliativos são uma camada extra de suporte que visa garantir que a vida seja vivida intensamente e com a maior qualidade possível, independentemente do tempo que ela dure.

