Muitas vezes, esperamos que a depressão se manifeste através de lágrimas ou de uma tristeza profunda e evidente. No entanto, no idoso, a depressão é mestre em se disfarçar. Ela não costuma ser barulhenta; ela é silenciosa e se manifesta de formas que, muitas vezes, confundimos com o cansaço ou o próprio envelhecimento.
Diferente dos jovens, o idoso deprimido pode não relatar tristeza. Os sinais costumam ser mais físicos e comportamentais:
- Apatia e perda de interesse: Aquela atividade que antes trazia brilho nos olhos — como cuidar do jardim ou ver os netos — perde a graça.
- Irritabilidade inexplicável: O idoso se torna impaciente ou ranzinza sem um motivo aparente.
- Queixas físicas persistentes: Dores no corpo, problemas digestivos ou dores de cabeça que não melhoram com tratamentos comuns.
- Alterações no sono e apetite: Dormir demais ou de menos, e a perda do prazer em comer.
Identificar a depressão é o primeiro passo para resgatar a dignidade. Envelhecer não significa perder a alegria de viver. Se você percebeu que a “cor” da rotina do seu familiar mudou, é hora de investigar com um olhar especializado.

